Crónica de Natal – Barcelos, tempos actuais
Foto: Colégio La Salle Barcelos
José Costa

A época de Natal no colégio sempre foi um misto de alegrias, azáfamas, criatividade e entreajuda. Desde as aulas de Formação Cívica até às Orações da manhã na capela, tudo tinha um sabor diferente.

Tudo começava com a campanha de recolha de alimentos para a SOPRO; uma competição amigável e por uma boa causa era ateada, afagada durante algumas semanas antes do fim do período pelo espírito natalício de solidariedade. As turmas tentavam recolher o máximo de alimentos que pudessem, na esperança de conseguir mais um símbolo que representasse a sua ajuda, de forma deixar a sua turma na frente da corrida e eventualmente vencer um prémio imaginário, ou, mais que imaginário, espiritual, na medida em que no fundo desta “corrida” estava a solidariedade e a vontade de ajudar o próximo, ainda que não ajudasse em muito os nossos pais que viam voar das suas dispensas as suas reservas.

A Vigília de Advento, um início para a espera e para a vigia típicas deste tempo, uma preparação espiritual para acolher O Deus feito Menino, é também um dos pontos altos dos tempos de Natal pelo colégio, em que toda a comunidade Pastoral se reúne com enorme trabalho e esforço por parte dos animadores, que decoravam a capela a rigor e preparavam a Vigília e as suas dinâmicas. A partir daí as orações diárias na capela sublinhavam a importância deste tempo, todos os dias com um tema diferente.

Chegavam as últimas duas semanas de aulas e um novo objetivo surgia no horizonte: A Festa de Natal do colégio. Entre testes, avaliações, apresentações e trabalhos, as aulas de Formação Cívica, e ocasionalmente alguma outra, eram um espaço de criatividade para a preparação de uma representação, música, coreografia… a verdade é que nunca nos foram impostos limites para esta ocasião. Tudo teria de ser pensado ao pormenor e correr de feição, naquela que é ainda, na minha opinião, a maior e melhor festa do ano no colégio. As decorações natalícias, os holofotes do Pavilhão Velho e, quer queiramos quer não, o cheiro a mofo do placo que infelizmente não vê tanto uso como aquele para que fora projetado, são para mim memórias felizes, bem como as de no fim dos nossos números comentar com os colegas o quão más foram e o quanto daquelas não fora planeado, no meio de risadas e de nos apercebermos que ninguém teria notado as nossas falhas.

Para mim, para além de todos estes trabalhos e peripécias, o Natal no colégio é uma memória que recordo com carinho e saudade.

O espírito Lassalista é este mesmo! O serviço humilde para os nossos e para os outros.

Votos de um Feliz Natal de um antigo aluno.

José Costa
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